quinta-feira, 26 de junho de 2008

Lula vê xenofobia em limites à imigração para países ricos


Publicada em 24/06/2008 às 15h13m

Reuters/Brasil Online

SÃO PAULO (Reuters) - Na presença de empresários pesos-pesados da economia brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta terça-feira de xenofobia as políticas restritivas de imigração dos países ricos e afirmou que essas nações temem perder o "status quo" com o avanço das regiões emergentes.

"O vento frio da xenofobia sopra outra vez sua falsa resposta para os desafios da economia e da sociedade. Hoje como ontem o desemprego, a fome e a instabilidade financeira reclamam maior coordenação entre as nações e maior solidariedade entre os povos", disse Lula em discurso durante encontro com empresários para tratar da questão dos direitos humanos.

Na semana passada, a União Européia decidiu que imigrantes ilegais podem ser detidos por até 18 meses e impedidos de retornar ao bloco num período de até cinco anos.

Lula se disse perplexo com o atual estágio dos relações humanas entre países, 60 anos após a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

"O mundo avançado, o mundo que nós chamamos de desenvolvido, é talvez uma parte do mundo hoje mais preconceituosa do que o Brasil, do que outros países", declarou.

Ao invés de restringir a imigração, Lula defendeu a ajuda aos países pobres.

"Qual é o grande problema que nós temos no mundo desenvolvido hoje? É o preconceito contra a imigração. É o medo de perder seu status quo, é o medo de perder o emprego, é o medo de ter alguém ocupando seu espaço", afirmou. "E isso hoje é um problema extremamente sério em toda a Europa. Não é proibindo os pobres de ir para a Europa, é ajudando a desenvolver os países pobres."

Ainda segundo o presidente, o Brasil ganhou importância na esfera política e comercial, se expondo a críticas de fora. "Em nenhum momento da nossa história o Brasil foi tão levado a sério."

Ao mesmo tempo, os países ricos passaram a apontar problemas no Brasil como a prática de trabalho escravo nas lavouras de cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol.

"Tenho dito que o trabalho (na cana) é penoso, eu não gostaria de fazer, mas não é mais penoso do que o trabalho nas minas de carvão no século passado", devolveu.

Lula pediu também aos empresários engajamento nas práticas de inclusão social no país. Estavam presentes, entre outros, o presidente do banco Itaú, Roberto Setubal; Roger Agnelli, da Vale do Rio Doce; Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar; e Antonio Carlos Valente, da Telefônica.

(Reportagem de Carmen Munari; Edição de Eduardo Simões

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Para especialistas, alunos devem fazer orientação profissional

Segundo especialistas, os testes vocacionais vão além de um simples questionário.
Para eles, todos os estudantes deveriam buscar orientação antes da escolha da carreira.
Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo entre em contato
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

Todos os anos centenas de alunos do ensino médio enfrentam o mesmo desafio: decidir qual será o curso que vai prestar no vestibular. A decisão, que não é nada simples, vai refletir diretamente na carreira profissional que este aluno pretende seguir e, portanto, muitos sofrem com as dúvidas na hora da escolha.

Foto: Divulgação
Rosane Levenfus, presidente da Abop (Foto: Divulgação)

Uma das maneiras mais tradicionais para ajudar o aluno a decidir qual é a melhor carreira a ser seguida é fazer orientação vocacional, uma avaliação criteriosa realizada por profissionais habilitados que vão mostrar ao candidato quais seriam as carreiras que ele tem mais aptidão.


"Uma orientação vocacional vai além de um teste psicológico. O teste é apenas mais um instrumento que o avaliador pode usar dentro de um processo maior que é a orientação profissional. São várias consultas, entrevistas, testes e outras atividades realizadas para chegarmos numa direção, num diagnóstico de orientação", afirmou Rosane Levenfus, presidente da Associação Brasileira de Orientação Profissional (Abop).


E engana-se a pessoa que pensa que a escolha de uma carreira pode ser decidida naqueles testes simples, publicados em sites ou revistas, com perguntas superficiais. Muito pelo contrário. Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão responsável por validar os exames aplicados pelos psicólogos, os testes publicados em revistas ou sites aleatoriamente não têm comprovação científica e por isso não trazem resultados confiáveis.

Uso exclusivo do psicólogo

Todos os testes psicológicos são de uso exclusivo dos psicólogos que vão aplicá-lo. Antes de serem usados, eles passam por uma comissão de especialistas dentro do conselho federal, que avalia se eles são recomendados ou não. "Só o psicólogo está habilitado para interpretar os resultados de um teste e são poucos os aprovados para aconselhamento profissional", explicou Acácia Aparecida Angeli dos Santos, membro do grupo de trabalho de avaliação psicológica do CFP.

Acácia acrescenta também que nenhuma avaliação profissional faz milagres porque ninguém pode decidir a carreira de outra pessoa. "Às vezes a pessoa nos procura achando que o psicólogo vai dizer para ele seguir essa ou aquela carreira. E não é assim que funciona. Com o leque enorme de profissões que existe atualmente, é impossível o psicólogo dizer uma única carreira", explicou.


De acordo com Rosane, "não há mágicas". "O psicólogo vai avaliar a capacidade intelectual da pessoa, as características da personalidade, a aptidão, vai recorrer a vários tipos de testes, enfim, procurar usar uma infinidade de recursos para identificar em qual carreira ou área aquele aluno teria mais afinidade. Geralmente são cinco encontros", afirmou.

Sem testes psicológicos

Em São Paulo, o pedagogo Silvio Bock, doutorando em educação na Universidade Estadual de Campinas, desenvolveu um programa de orientação vocacional que não usa testes psicológicos na abordagem. Segundo Bock, o programa é baseado em encontros realizados em grupo ou individualmente, onde os alunos desenvolvem atividades diferenciadas para que eles mesmos decidam a sua carreira.


"Não fazemos testes porque geralmente quem faz teste espera um diagnóstico. E ninguém pode dizer a uma pessoa o que ele deve ou não fazer da vida", disse. Segundo Bock, o que o Nace - Orientação Vocacional faz é uma intervenção psicoeducacional que leva os alunos a refletirem sobre a melhor carreira.


Momento de reflexão

O mais importante na hora de fazer uma avaliação vocacional, dizem os especialistas, é que o aluno em dúvida procure um profissional habilitado ou escolas e universidades que oferecem o serviço gratuitamente.

"Eu, como pedagogo, defendo que todos façam orientação, mesmo que pensem que já sabem qual carreira querem seguir". Acácia concorda. "Todos os alunos de ensino médio deveriam fazer orientação vocacional porque este é um momento de reflexão importante", afirmou.



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diferentes formas de modelo de produção

As diferentes formas de modelo de produção:

a) Modelo dos Estados Unidos:

Altamente capitalizada, a agricultura dos EUA ocorre nas farmes(Grande propriedades familiares)passando a responder pela maior parte da propriedade neste país.a Alta mecanização, aliada aos avanços tecnológicos garantem a alta produtividade.Atualmente 4 grandes empresas controlam cerca de 85% das exportações norte-americanas de cereais, produto de alto valor agrícola, são elas a Cargill,Continenta Grain,Deyfus e o complexo André-Garnac.
Eapacialmente a produção está concentrada em grandes zonas agrícolas especializadas,chamadas de belts.

b) Modelo Europeu:

O modelo Europeu é marcado pelos avanços da revolução verde,portanto são comuns o uso de fertilizantes,agrotóxicos, colhedeiras e tratores.A terrra é usada de forma intensiva, dentro de um siatema tradicional de cultivo em rotação trienal, que consistia em dividir o campo de cultivo em três partes, utilizando-as para diferentes culturas de forma rotativa para melhor aproveitamento do solo e, consequentemente, maior produção.
A produtividade porém é bem diferente entre países da Europa Ocidental.O alto preço da terra e as menores taxas de produtividade tornam os produtos agrícolas europeus mais caros que dos americanos; a partir disso os países terem adotados o PAC (Política Agrícola Comum), que garate subsídios aos produtors, unificação dos preços para um determinado produto e dar preferência decompra para produtos do continente.

c)Modelo Asiático

A agricultura do Sul e Sudeste Asiático também é conhecida como rizicultura inundada.As técnicas usadas são tradicionais, mas eficientes de terraceamentos, inundação, construção de diques transplantes de mudas etc. As técnicas são comparadas aos cuidados com um jardim.É produção típica de subsistência e a mão de obra utilizada é numerosa, na medida em que a energia humana supre a ausência de máquinas.O arroz é semeado durante a época chuvosa das monções de verão(junho- outubro no hemisfério Norte).

d) Modelo da África e América Latina:

Os sistemas agrícolas mais concentrados nesses continentes são a plantation e a agricultura itinerante. A plantation é caracterizada por: grandes propriedades; cultivo de produtos tropicais; monocultura; emprego de mão de obra barata, inicialmente escrava; utilização de recursos técnicos; produção voltada para a exportação.Na zona tropical, existe uma forma de cultivo comercial denominada plantation, ou cultivo especulativo, que é organizado para o mercado externo e não considera os interesses da economia e da sociedade da região ou do país onde é realizado.
A agricultura itinerante funciona da seguinte maneira:derrubada da mata, plantio e colheita.é voltada para subsistência e usa técnicas rudimentares, como queimadas, esgotando rapidamente o solo obrigando a população se deslocar para novas áreas reiniciando o processo.

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Fontes de Energia

Fontes de Energia
O que são, tipos, hidráulica, fóssil, solar, nuclear, eólica, biomassa, geotérmica, gravitacional

fontes de energia - usina hidrelétrica
Usina hidrelétrica de Itaipú: geração de energia através da água

Introdução

Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.


Principais fontes de energia

· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país. A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.

· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.

· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor ou eletricidade.

· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.

· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada.

· Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.

· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.

· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Poluição do ar

Relembrando
O ar é um recurso natural da Terra, constituindo uma fina camada denominada atmosfera terrestre. Esta camada fica em contato com a superfície da Terra. Aqui, bem próximo de nós, esta camada recebe o nome de troposfera que tem uma espessura entre 8 e 16 km. Devido aos fatores naturais, tais como as erupções vulcânicas, o relevo, a vegetação, os oceanos, os rios e aos fatores humanos como as indústrias, as cidades, a agricultura e o próprio homem, o ar sofre, até uma altura de 3 km, influências nas suas características básicas.

Todas as camadas que constituem nossa atmosfera possuem características próprias e importantes para a proteção da terra. Acima dos 25 km, por exemplo, existe uma concentração de ozônio (O3) que funciona como um filtro, impedindo a passagem de algumas radiações prejudiciais à vida. Os raios ultravioletas que em grandes quantidades poderiam eliminar a vida são, em boa parte, filtrados por esta camada de ozônio. A parcela dos raios ultravioletas que chegam à terra é benéfica tanto para a eliminação de bactérias como na prevenção de doenças.

Nosso ar atmosférico não foi sempre assim como é hoje, apresentou isso sim, variações através dos tempos. Provavelmente o ar que envolvia a Terra, primitivamente, era formado de gás metano (CH4), amônia (NH3), vapor d’água e hidrogênio (H2). Com o aparecimento dos seres vivos, principalmente os vegetais, a atmosfera foi sendo modificada. Atualmente, como já sabemos, o ar é formado de aproximadamente 78% de nitrogênio (N2), 21% de oxigênio, 0,03% de gás carbônico (CO2) e ainda gases nobres e vapor de água. Esta composição apresenta variações de acordo com a altitude.

Fatores que provocam alterações no ar
A alteração na constituição química do ar através dos tempos indica que o ar continua se modificando na medida em que o homem promove alterações no meio ambiente. Até agora esta mistura gasosa e transparente tem permitido a filtragem dos raios solares e a retenção do calor, fundamentais à vida. Pode-se dizer, no entanto, que a vida na Terra depende da conservação e até da melhoria das características atuais do ar.

Os principais fatores que têm contribuído para provocar alterações no ar são:

ý a poluição atmosférica pelas indústrias, que em algumas regiões já tem provocado a diminuição da transparência do ar;
ý o aumento do número de aviões supersônicos que, por voarem em grandes altitudes, alteram a camada de ozônio;
ý os desmatamentos, que diminuindo as áreas verdes causam uma diminuição na produção de oxigênio;
ý as explosões atômicas experimentais, que liberam na atmosfera grande quantidade de gases, de resíduos sólidos e de energia;
ý os automóveis e indústrias, que consomem oxigênio e liberam grandes quantidades de monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2).

Todos estes fatores, quando associados, colocam em risco o equilíbrio total do planeta, podendo provocar entre outros fenômenos, o chamado efeito estufa, que pode provocar um sério aumento da temperatura da terra, o que levará a graves conseqüências.

A poluição
A poluição do ar é definida como sendo a degradação da qualidade do ar como resultado de atividades que direta ou indiretamente:

a- prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b- criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c- afetem desfavoravelmente a biota;
d- afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e- lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos em leis federais [Lei Federal no 6938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo decreto no 88 351/83].

A partir dessa conceituação do que é poluir e dos fatores expostos acima, que têm provocado a degradação da qualidade do ar e do ambiente como um todo, já existe uma preocupação por parte dos cientistas e estudiosos do assunto em equacionar o problema e propor soluções.

Algo sério e urgente deve ser feito, pois a grande quantidade de partículas sólidas em suspensão e os gases tóxicos que têm sido lançados na atmosfera, a diminuição dos níveis de oxigênio da atmosfera e a contínua interferência do homem nos ciclos biogeoquímicos, caso não ocorra uma reversão, podem comprometer o futuro das populações animais e vegetais. Em muitos lugares a qualidade de vida da população já encontra-se seriamente comprometida.

Poluição e sua fonte
Para facilitar o estudo do assunto, identificamos quatro tipos principais de poluição do ar, segundo as fontes poluidoras.

A. Poluição de origem natural: resultante de processos naturais como poeiras, nevoeiros marinhos, poeiras de origem extra terrestre, cinzas provenientes de queimadas de campos, gases vulcânicos, pólen vegetal, odores ligados à putrefação ou fermentação natural, entre outros.

B. Poluição relacionada aos transportes: resultante da ação de veículos automotores e aviões. Devido a combustão da gasolina, óleo diesel, álcool etc., os veículos automotores eliminam gases como o monóxido de carbono, óxido de enxofre, gases sulfurosos, produtos à base de chumbo, cloro, bromo e fósforo, além de diversos hidrocarbonetos não queimados. Variando de acordo com o tipo de motor, os aviões eliminam para a atmosfera: cobre, dióxido de carbono, monoaldeídos, benzeno etc.

C. Poluição pela combustão: resultante de fontes de aquecimento domésticos e de incinerações, cujos agentes poluentes são: dióxido de carbono, monóxido de carbono, aldeídos, hidrocarbonetos não queimados, compostos de enxofre. O anidrido sulfuroso, por exemplo, pode transformar-se em anidrido sulfúrico, e este, em ácido sulfúrico, que precipita juntamente com as águas das chuvas.

D. Poluição devida às indústrias: resultante dos resíduos de siderúrgicas, fábricas de cimento e de coque, indústrias químicas, usinas de gás e fundição de metais ferrosos. Entre esses resíduos encontram-se substâncias tóxicas e irritantes, poluentes fotoquímicos, poeiras etc. Além da poeira de natureza química, com grãos de tamanho dos mais diferentes, os principais poluentes industriais encontram-se no estado gasoso, sendo que os mais freqüentes são: dióxido de carbono, monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, compostos fluorados, anidrido sulfuroso, fenóis e álcoois de odores desagradáveis.

Inversão térmica
Um fenômeno interessante na atmosfera é o da inversão térmica, ocasião na qual a ação dos poluentes do ar pode ser bastante agravada. A coisa funciona assim: normalmente, o ar próximo à superfície do solo está em constante movimento vertical, devido ao processo convectivo (correntes de convecção). A radiação solar aquece a superfície do solo e este, por sua vez, aquece o ar que o banha; este ar quente é menos denso que o ar frio, desse modo, o ar quente sobe (movimento vertical ascendente) e o ar frio, mais denso, desce (movimento vertical descendente). Este ar frio que toca a superfície do solo, recebendo calor dele, esquenta, fica menos denso, sobe, dando lugar a um novo movimento descendente de ar frio. E o ciclo se repete. O normal, portanto, é que se tenha ar quente numa camada próxima ao solo, ar frio numa camada logo acima desta e ar ainda mais frio em camadas mais altas porém, em constantes trocas por correntes de convecção. Esta situação normal do ar colabora com a dispersão da poluição local.


Dispersão da poluição em dias normais

Na inversão térmica, condições desfavoráveis podem, entretanto, provocar uma alteração na disposição das camadas na atmosfera. Geralmente no inverno, pode ocorrer um rápido resfriamento do solo ou um rápido aquecimento das camadas atmosféricas superiores. Quando isso ocorre, o ar quente ficando por cima da camada de ar frio, passa a funcionar como um bloqueio, não permitindo os movimentos verticais de convecção: o ar frio próximo ao solo não sobe porque é o mais denso e o ar quente que lhe está por cima não desce, porque é o menos denso. Acontecendo isso, as fumaças e os gases produzidos pelas chaminés e pelos veículos não se dispersam pelas correntes verticais. Os rolos de fumaça das chaminés assumem posição horizontal, ficando nas proximidades do solo. A cidade fica envolta numa “neblina” e conseqüentemente a concentração de substâncias tóxicas aumenta muito.


Inversão térmica

O fenômeno é comum no inverno de cidades como Nova Iorque, São Paulo e Tóquio, agravado pela elevada concentração de poluentes tóxicos diariamente despejados na atmosfera.

Quadro geral
A tabela que segue apresenta os principais poluentes do ar e alguns aspectos relacionados ao ambiente e à saúde humana.

Poluentes

Fontes

Efeitos sobre o ambiente

Efeitos sobre a saúde humana

Dióxido de Carbono (CO2)

combustão de produtos carbonados diversos que podem ocorrer em usinas elétricas, industriais e no aquecimento doméstico.

a acumulação desse gás poderia elevar a temperatura da superfície terrestre a um ponto perigoso e provocar catástrofes ecológicas e geoquímicas.

em função de seus efeitos sobre o ambiente, o CO2 pode, a longo prazo, tornar a Terra imprópria à vida humana, pelo aquecimento excessivo que poderá provocar.

Os poluentes
Os problemas do ar são as substâncias ou misturas de substâncias, em estado líquido, sólido ou gasoso, que direta ou indiretamente são dispersos na atmosfera, provocando alterações na sua composição. Os poluentes, pela dispersão que têm na atmosfera, podem ser agrupados em primários e secundários. Apenas para efeito de consulta, para trabalhos escolares de conscientização de seus perigos, vamos citá-los:

I - Poluentes primários: são aqueles emitidos diretamente de fontes identificáveis. Estão presentes na atmosfera na forma em que são emitidos. Podemos citar: poeiras, compostos de enxofre (dióxido de enxofre, mercaptanas, gás sulfídrico etc.), óxidos de carbono (monóxido e dióxido de carbono), compostos de nitrogênio, compostos orgânicos, compostos halogenados e compostos radioativos.

II - Poluentes secundários: são os produzidos no ar, pela reação entre dois ou mais poluentes. Exemplos: o dióxido de enxofre (SO2), proveniente das atividades industriais (combustão de óleos, operações de fusão, usinas de natureza tipicamente química) e dos veículos automotores, dá origem ao gás sulfúrico, pela ação do oxigênio natural do ar (catalisado pela energia solar) ou do ozônio (derivado do oxigênio natural por ocasião de descargas elétricas atmosféricas - raios). O SO3, por sua vez, reage com o vapor de água existente no ar formando uma neblina de ácido sulfúrico. Dos poluentes apresentados tem-se como os maiores causadores de efeitos sobre o ambiente e a saúde, o dióxido de carbono, o monóxido de carbono, o dióxido de enxofre, o óxido de nitrogênio e o chumbo. De modo geral, considerando-se apenas os aspectos das fontes industriais de poluição, todas as indústrias são potencialmente poluidoras.


Leitura Complementar - Fontes

O tópico Poluição do ar está assentado sobre uma publicação da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia - COPAM - Comissão de Política Ambiental. Tal publicação, que abrange 8 volumes de divulgação e conscientização dos problemas junto às comunidades, elaborado por excelente equipe técnica, pode ser obtida no órgão acima, no endereço: Rua da Bahia, 916 - 9o andar - CEP: 30 000 - Belo Horizonte - MG.

O controle da qualidade do ar é, por lei, de responsabilidade dos Governos Federal e Estadual. Em nível federal, através da Lei no 6 938/81 e do Decreto no 88 351/83, compete à SEMA - Secretaria Especial do Meio Ambiente a aplicação das medidas preventivas e corretivas. Em nível estadual existe a devida Lei e Decreto, as sim como a competente Comissão de Política Ambiental à qual se atribui a responsabilidade sobre o controle das poluições.

Anote neste espaço, após as devidas pesquisas, os dados relativos ao seu Estado:

Estado :

Órgão : Sigla:

Lei : Decreto:

Endereço:

CEP :

Telefone: Fax:

URL: http://www.

Segundo essa legislação em vigor, todas as fontes de poluição do ar devem se adequar a determinadas condições de forma a não ocasionarem danos ao ambiente e à população. Desse modo, toda fonte de poluição existente que não esteja adaptada à legislação pode se denunciada ao órgão competente federal, estadual ou municipal, o qual estabelecerá um prazo viável para que seja feita a adequação aos padrões estabelecidos. Porém, como pessoas e cidadãos, membros da sociedade, a população tem parcela de responsabilidade no controle da poluição do ar.


By→ Hadassa

Licenciatura em Geografia

A Geografia é uma ciência que tem por objeto o espaço; não o espaço cartesiano, mas o espaço criado através das relações entre o homem e o meio, envolvendo os aspectos dialéticos e fenomenológicos.

Há muitas interpretações do que seria o objeto geográfico. Tanto as que consideram o espaço como um "teatro" da ação humana quanto os que o consideram como um produto da interacção homem - natureza. Se há um consenso na Geografia é que não existe consenso quanto à definição de seu objeto.

Há tantas visões quantos forem os geógrafos, algumas com maior orientação para a Geografia Física, outras para Geografia Humana. Cada uma dessas orientações é uma visão do mundo, e cada Geografia particular privilegia este ou aquele aspecto. Evidentemente, há temas mais ou menos abrangentes, passíveis de ser interpretados pelas mais variadas ópticas.

Uma definição simples, mas abrangente, poderia ser: Geografia é o estudo da superfície terrestre e a distribuição espacial e as relações recíprocas dos fenômenos físicos, biológicos e sociais que nela se manifestam.



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sábado, 21 de junho de 2008

Furacão catarina

29-mar-2004 - 12h56 Cientistas americanos, especializados em análise e previsão de fenômenos severos não tem mais dúvidas e afirmam que o ciclone extratropical Catarina, que atingiu a Região Sul do país era de fato um furacão categoria 1, na escala Saffir-Simpson , que mede a intensidade dos ventos dos furacões.
Isso faz de Catarina, o primeiro furacão extratropical conhecido.

29-mar-2004 - 07h20 O ciclone extratropical Catarina, que atingiu a região sul do país neste domingo, o fez com a intensidade de um furacão. Segundo autoridades locais, sua passagem deixou pelo menos 3 mortos e 100 mil casas destruídas.

A cidade de Torres está em estado de emergência. A população faz filas para receber telhas, distribuidas pela Defesa Civil. Mais de 20 mil casas foram destruidas.

As imagens mostradas na televisão impressionam até especilaistas. Segundo cientistas do Centro Nacional de Furacões (NHC) em Miami, pelas imagens vistas, Catarina deve ter atingido a costa com ventos de 170 km/h. Moradores do local, muito assustados, afirmavam que o que viram não vão esquecer tão cedo.

Segundo a GloboNews, a Defesa Civil de Torres havia proposto a evacuação da cidade, mas o ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional, não autorizou, dizendo que os ventos seriam mais fracos que o previsto. Não foram.

O Apolo11 pergunta
Como classificar este fenômeno, que têm cara de furacão, ventos de furacão e olho de furacão, mas não é furacão ? Talvez uma categoria nova de tempestade: um furacão extratropical.

Opine sobre o fenômeno.




HISTÓRICO

Ciclone Catarina se dissipa, deixando rastro de destruição

28-mar-2004 - 23h15 O Ciclone extratropical Catarina, que atingiu a região sul do país neste domingo já está dissipado.
Durante sua passagem, Catarina matou duas pessoas e danificou mais de 30 mil casas.

Ao longo da madrugada, ventos de até 150 km/h atingiram a divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, desde Laguna (SC) até Torres (RS). Quarenta municípios catarinenses foram atingidos. Os mais castigados são Maracajá, Turvo, Meleiro, Araranguá, Arroio do Silva, Sombrio, Imbé do Sul e Ermo. O ciclone também passou pelo município de São Joaquim, na região do planalto serrano, onde causou problemas.

A cidade catarinense de Criciúma foi uma das mais atingidas. Conforme informações do JB Online, cerca de 1,2 mil pessoas ficaram desalojadas. A Defesa Civil está com dificuldade para abrigá-las. Mais de 100 casas foram destelhadas e 20 caíram. Em toda a região, 20 mil residências foram atingidas. A rede elétrica teve 250 transformadores destruídos e mil postes derrubados pela ventania. A energia está sendo restabelecida aos poucos

Opine sobre o fenômeno.


Catarina causa 2 mortes e muitos estragos

28-mar-2004 - 09h15 O ciclone extratropical Catarina começou a perder forças, mas causou grandes estragos em Santa Catarina, onde das pessoas morreram e várias ficaram desabrigadas no Estado. Sete pescadores estão desaparecidos.

Segundo informou a Defesa Civil, em Torres, no RS, uma criança morreu devido ao desabamento de uma casa. Na BR 101, o ciclone causou a morte de um homem que estava dentro de um carro quando foi atingido por uma árvore.

A BR 101 está interditada entre Sombrio e Criciúma. A situação é crítica entre Araranguá e Criciúma. A Defesa Civil pede para que os motoristas evitem utilizar a estrada.

Quatro barcos, com cerca de sete tripulantes cada, estão à deriva de 5 a 10 km da costa de Arroio do Sal. A Defesa Civil do estado de SC confirmou que um deles virou.

Segundo a Globo News, 200 casas estão destelhadas ou completamente destruídas em Araranguá, SC.

Os municípios mais atingidos em Santa Catarina são Arroio do Silva, Araranguá e Sombrio.

Segundo a Epagri/Climerh, Catarina começa a perder forças, mas alertam que ainda deve causar ventos fortes e chuvas em todo o Litoral Sul e Planalto Sul catarinenses e no nordeste do Rio Grande do Sul.

O ciclone que se formou na altura da costa sul brasileira atingiu na magrugada de hoje o sul de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. De acordo com informações da Globonews, ao longo da madrugada ventos de até 150 km/h atingiram a divisa de SC e RS, desde Laguna (SC) até Torres (RS).

O ciclone extratropical 1-T Alfa, chamado de "Catarina", é classificado pelo NHC (Centro Nacional de Furacões, EUA) como um furacão categoria 1 (com ventos entre 120 e 150 km/h), mas a classificação mudou devido à temperatura no centro.

As ondas provocadas por Catarina atingiram picos de até cinco metros de altura em alto-mar.

De acordo com a RBS-TV, ventos, com até 90 km/h atingiram a região do Cabo de Santa Marta no início da noite do sábado. Nas praias do sul, o ventos atingiram velocidade máxima de 50 km/h com rajadas de até 75 km/h, com ondas de até 3 metros de altura.

Catarina deve perder gradualmente intensidade durante as próximas horas, mas é necessário constante acompanhamento devido ao potencial de mudanças e principlamente por se tratar de primeira ocorrência desse fenômeno no Atlântico Sul.

Ciclone extratropical Catarina deve atingir o sul do Brasil com força de furacão

27-mar-2004 - 18h00 - A tempestade extratropical 1-T-Alfa, agora batizada de Catarina por cientistas catarinenses, encontra-se neste momento a 240 km do litoral de Torres, no estado de Santa Catarina e deve atingir a costa nas próximas horas.
Segundo o Centro Nacional de Furacões em Miami (NHC) , a tempestade é considerada furacão Categoria 1 na escala Saffir-Simpson que mede a velocidade dos ventos dos furacões.

Às 17h29 (hora de Brasília) a tempestade produzia ventos sustentados de 150 km/h com rajadas atingindo até 178 km/h. A pressão barométrica no olho da tormenta foi estimada pelo NHC em 980 milibares.

Classificação de Catarina divide cientistas

Classificar Catarina de furacão ou tempestade extratropical pode ser praticamente impossível.
“Estamos ainda debatendo se é ou não um furacão (mas), de acordo com nossas estimativas, com certeza é”, disse Wally Barnes, meteorologista do Instituto Nacional de Furacões dos Estados Unidos, com sede em Miami.

Formação é inédita
O aparente furacão categoria 1 se formou a cerca de 442 km da costa sul do Brasil, surpreendendo meteorologistas – que nunca viram a ocorrência de tal fenômeno na região. Imagens de satélite mostram uma grande espiral, aproximadamente do tamanho do Uruguai, perto do litoral de Santa Catarina.

“A característica, pela foto de satélite, é de furacão, porque tem um olho bem definido, a circulação circular, está totalmente desprendido da frente fria”, disse a meteorologista Odete Marlene Chiesa, do Instituto Nacional de Meteorologia, em Brasília.

“Se nós formos definir esse sitema de acordo com a temperatura do mar, ele não poderia estar se formando, principalmente porque já estamos do outono. Então, não seria um furacão. Dependendo do ponto de vista de análise, vamos classificar como furacão, como ciclone extratropical e... no momento, não temos uma definição final”, completou.

Tanto ela quanto Barnes confirmaram o espanto com a descoberta da tempestade que, caso seja declarada de fato um furacão, representará um fato inédito no Atlântico Sul desde que o monitoramento climático por satélite começou, nos anos 60.

“Temos uma divergência total de estimativas sobre o fenômeno, porque é uma coisa que nunca vimos antes, é totalmente histórico nesse sentido. Os brasileiros nunca tiveram essa experiência”, disse Barnes.

By→ Hadassa